terça-feira, 17 de abril de 2018

Despedida a um amigo


Conheci o Laporta através de minha prima, Lourdes Baccani.
Eles estavam duas ou três turmas à frente da minha, na escola.
Creio que numa roda de amigos e amigas da Lu ele estava lá. Achei o nome dele diferente, daí a recordação. Laporta.
Eventualmente eu me infiltrava nas conversas do pessoal das séries mais avançadas. Era o máximo aquilo tudo!
Aqueles caras altões, tipo Cadão, Bartô me impressionavam, falavam coisas diferentes: seno, cosseno, álgebra...eles tinham aulas de inglês!!
No quadrado mágico da Almirante, Mendes Jr, Rubino e Maria Joaquina, tudo acontecia. Na lanchonete da esquina, em frente à papelaria Olímpica da família do Gilmar Sartori, aqueles caras fumavam, contavam que iam no 1060 jogar boliche.
E eu ficava imaginando o que podia acontecer naquele lugar. Deveria ter mulher pelada andando pra lá e pra cá, por que menor de idade não podia entrar. Só podia ser isso! Eles falavam que iam lá e tomavam cuba libre e eu conjecturava que aquilo deveria ser algo muito forte, um paredón.
Anos voam e “reencontro” Laporta via Facebook. Trocamos algumas palavras, algumas curtidas. Nada mais do que isso.
Mas o que importa, o que realmente importa, é que compartilhamos uma época. Respiramos os mesmos ares, frequentamos a mesma escola, o mesmo pátio. Compartilhamos uma época maravilhosa em termos de tempo e de vida.
Laporta, certamente, deve estar neste momento sendo amparado por Seres de Luz recebendo vibrações boas e curativas para se libertar dos ectoplasmas ruins emanados deste planetinha.
Relaxa aí meu caro! Um dia, quem sabe, nos encontraremos.
Só não faça muita bagunça pelaí, pois Dona Mariazinha certamente está no pedaço...
Me despeço pedindo amparo, carinho e compreensão a todos de sua família e pra vc, me limito a dizer
Sempre Duque!